segunda-feira, 15 de agosto de 2011
O entrudo
Ó entrudo Ó entrudo
Ó entrudo chocalheiro
Que não deixas assentar
as mocinhas ao solheiro
Eu quero ir para o monte
Eu quero ir para o monte
Que no monte é qu'eu estou bem
Que no monte é qu'eu estou bem
Eu quero ir para o monte
Eu quero ir para o monte
Onde não veja ninguém
Que no monte é qu'eu estou bem
Estas casa são caiadas
Estas casa são caiadas
Quem seria a caiadeira
Quem seria a caiadeira
Foi o noivo mais a noiva
Foi o noivo mais a noiva
Com um ramo de laranjeira
Quem seria a caiadeira
Os caretos, mascarados de diabos, correm durante o Entrudo azucrinando as moças da rua.
Entrudo
No Brasil Colonial, até a I República, o carnaval teve como principal manifestação o entrudo (do latim intróito, entrada) trazido de Portugal. Brincou-se pela primeira o entrudo em 1600 e devido à forma agressiva e brutal com que os foliões se divertiam (como foi retratado por Debret), o governo o proibiu várias vezes. Era uma brincadeira de início violenta, em que os participantes utilizavam água, farinha-do-reino, fuligem, gema, cal, pós-de-sapatos, alvaide e vermelhão, que empapavam as pessoas. O entrudo era a oportunidade das pessoas das camadas pobres da população (incluindo os escravos) de se manifestarem contra as situações consideradas opressivas da época, ao mesmo tempo em que se divertiam e reinventavam a brincadeira entre si. No entanto, os mais abastados (incluindo até D. Pedro II) também aderiram à manifestação nos dias de carnaval, quando o limão-de-cheiro passou a ser a grande arma da brincadeira. Em 1885, o entrudo assumiu formas de maior graça e leveza, substituindo todos os elementos anteriores por limões de cheiro, borrachas com água perfumada e bisnagas (precursoras dos lança-perfumes), atingindo o seu apogeu na segunda metade do século XIX, atravessando o século.
fonte: http://www.malamem.logvelox.com/entrudo.html
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