foto: Mondadeiras de arroz (1960)
fonte: http://www.tradicoespopulares.com/cms/view/id/10643
"As mondadeiras andam nas mondas,
De rego em rego, sempre a cantar,
Troncos curvados, ancas redondas,
Braços roliços e o peito às ondas
Que não se quebram como as do mar"
Conde de Monsaraz
As mondadeiras, camponesas, são mulheres que trabalham
na plantação e colheita dos campos portugueses.
Diante delas há um sentimento de respeito ao trabalho e ao
mesmo tempo um fetiche de sensualidade, graças a liberdade
que elas tem em deixar visíveis partes do corpo durante a lida.
"A monda fazia-se com água pelo joelho, às vezes mesmo por
cima dele. Daí as mondadeiras andarem descalças e trazerem
as saias puxadas bem acima. Passar todo o dia em meio metro
de água já fazia parte do quotidiano."
http://trajesdeportugal.blogspot.com/2009/07/
Milho Verde, música tradicional portuguesa da região da Beira é
provavelmente um canto responsivo entre um eu-lírico masculino
(namora uma cachopa, uma casada) e uma mondadeira, que não
fica para trás em se tratando de namoro. Nesta região é comum as
mulheres entoarem seus cantos acompanhadas de adufes, instrumento
de percussão com formato quadrado. Na interpretação de Zeca Afonso,
ele mistura o adufe com as tumbadoras (congas) de origem africana, que
segundo ele, reflete a relação percussiva entre Portugal e Africa. Já a
interpretação tropicalista de Gal Costa tem foco na sensualidade feminina,
presente na letra da canção e no trabalho das mondadeiras.
Milho verde, milho verde
Milho verde maçaroca
À sombra do milho verde
Namorei uma cachopa
Milho verde, milho verde
Milho verde miudinho
À sombra do milho verde
Namorei um rapazinho
Milho verde, milho verde
Milho verde folha larga
À sombra do milho verde
Namorei uma casada
Mondadeiras do meu milho
Mondai o meu milho bem
Não olhais para o caminho
Que a merenda já lá vem
De rego em rego, sempre a cantar,
Troncos curvados, ancas redondas,
Braços roliços e o peito às ondas
Que não se quebram como as do mar"
Conde de Monsaraz
As mondadeiras, camponesas, são mulheres que trabalham
na plantação e colheita dos campos portugueses.
Diante delas há um sentimento de respeito ao trabalho e ao
mesmo tempo um fetiche de sensualidade, graças a liberdade
que elas tem em deixar visíveis partes do corpo durante a lida.
"A monda fazia-se com água pelo joelho, às vezes mesmo por
cima dele. Daí as mondadeiras andarem descalças e trazerem
as saias puxadas bem acima. Passar todo o dia em meio metro
de água já fazia parte do quotidiano."
http://trajesdeportugal.blogspot.com/2009/07/
Milho Verde, música tradicional portuguesa da região da Beira é
provavelmente um canto responsivo entre um eu-lírico masculino
(namora uma cachopa, uma casada) e uma mondadeira, que não
fica para trás em se tratando de namoro. Nesta região é comum as
mulheres entoarem seus cantos acompanhadas de adufes, instrumento
de percussão com formato quadrado. Na interpretação de Zeca Afonso,
ele mistura o adufe com as tumbadoras (congas) de origem africana, que
segundo ele, reflete a relação percussiva entre Portugal e Africa. Já a
interpretação tropicalista de Gal Costa tem foco na sensualidade feminina,
presente na letra da canção e no trabalho das mondadeiras.
Milho verde, milho verde
Milho verde maçaroca
À sombra do milho verde
Namorei uma cachopa
Milho verde, milho verde
Milho verde miudinho
À sombra do milho verde
Namorei um rapazinho
Milho verde, milho verde
Milho verde folha larga
À sombra do milho verde
Namorei uma casada
Mondadeiras do meu milho
Mondai o meu milho bem
Não olhais para o caminho
Que a merenda já lá vem
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